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Voz & escrita

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Voz & escrita

Português direto e caloroso. O produto fala com o dono da clínica e com a recepção — não com programadores. Confiante e calmo: a tela devolve tempo, não gera ansiedade. “Pra” em vez de “para” é aceito e bem-vindo.
pt-BRsentence casejargão do domínio sim, técnico não

Com quem a tela fala

Três leitores, o mesmo texto. Se uma frase só faz sentido pra um deles, ela está no lugar errado.

A recepção

Está no meio de um atendimento, com o telefone tocando. Precisa do verbo primeiro e da consequência logo depois.

O dono

Quer saber o que mudou no dinheiro e o que fazer a respeito. Números com contexto, não painel de métrica.

O profissional

Vê só o essencial: a agenda dele e o paciente da vez. Nada de vocabulário administrativo.

As regras

Curtas o bastante pra caber num review.

“Confirmar consulta” · “Reagendar” · “Enviar proposta” · “Tentar de novo”

“Confirmação De Consulta” · “OK” · “Submeter”

Botão = verbo no infinitivo + objeto. Sentence case sempre, nunca Title Case.

“Nenhum paciente ainda. Conecte o WhatsApp e comece a organizar a agenda.”

“Erro 500: exception no servidor” · “Você não cadastrou nada”

Estado vazio aponta o próximo passo; erro nunca culpa quem está lendo.

“retorno” · “no-show” · “protocolo” · “comparecimento” · “encaixe”

“webhook” · “payload” · “instância” (só em Ajustes)

Jargão do domínio é bem-vindo; jargão técnico não.

“Número inválido. Use DDD + 9 dígitos.” · “Escolha ao menos um horário.”

“Você preencheu errado” · “Campo obrigatório não informado”

A tela erra junto. Nunca “você”, sempre o problema e a saída.
RegraDetalhe
Sentence case em tudoBotão, rótulo, título, item de menu, cabeçalho de tabela. Title Case não existe em interface pt-BR.
Verbo no infinitivo“Confirmar”, “Excluir”, “Enviar”. Nunca gerúndio no rótulo (só no estado: “Salvando…”).
O objeto entra quando há mais de um“Excluir insumo” numa tela com várias listas; “Excluir” basta quando o contexto é único.
Uma ideia por fraseDescrição de card tem uma frase. Se precisar de duas, a segunda é a consequência, não um adendo.
Sem ponto final em rótuloBotão, chip e rótulo de campo não levam ponto. Frase de apoio e descrição levam.
Sem exclamaçãoNem em sucesso. “Consulta confirmada” já é a boa notícia; o ponto de exclamação é ansiedade.
Sem “por favor” e sem “desculpe”Cerimônia atrasa a leitura. Diga o que houve e o que fazer.
Números por extenso até dez, em prosa“três consultas”. Em métrica, sempre algarismo com tabular.

Vocabulário do produto

Palavras que carregam decisão. Trocar uma delas na tela muda o que a clínica entende.
PalavraO que significaO que NÃO dizer
CadastrosO banco de Pessoas — lead e paciente são recortes do mesmo registro.“Contatos”, “CRM”, “Base”
FantasmaQuem parou de responder. É uma CONDIÇÃO, não um julgamento.“Perdido”, “morto”, “descartado”
RecuperávelOportunidade viva: alguém que sumiu e ainda responde.“Reativação”, “churn”
ComparecimentoO desfecho que fecha a conta.“Show rate”, “taxa de presença”
EncaixeO horário que se abre entre dois agendamentos.“Slot”, “vaga”
Assistente / agenteO recepcionista de IA. É recurso do produto, não sub-marca.“Bot”, “IA da Hiperclini”, “robô”
ClínicaO tenant. Uma conta pode ver várias.“Empresa”, “organização”, “workspace”
Ajustes / ClínicaAjustes é a PESSOA; Clínica é o tenant. Os dois nomes são de propósito.“Configurações gerais”

NotaEnum em inglês, rótulo em pt-BR

Os slugs do banco e do código são em inglês por doutrina (light, connected, pending); o rótulo que a clínica lê é português e mora num mapa único por área — nunca traduzido na tela, item por item.

As mensagens do sistema

Cada tipo tem uma fórmula. Seguir a fórmula é o que faz a tela soar igual em todo lugar.
TipoFórmulaExemplo
Sucesso (toast)O que aconteceu, com o objeto“Consulta confirmada · Marina Alvez confirmou para amanhã, 14h.”
Erro de campoO que está errado + como corrigir“Número inválido. Use DDD + 9 dígitos.”
Erro de formulárioO que impediu + o caminho“Já existe um paciente com esse telefone.”
Erro de rotaO que houve + o que fazer + o código discreto“A tela não conseguiu carregar. Tente de novo.”
Confirmação destrutivaO que some + o que fica + irreversibilidade“O histórico permanece, mas ela sai das listas ativas. Essa ação não tem volta.”
Vazio (onboarding)O que falta + o próximo passo“Nenhum insumo cadastrado. Cadastre o que se gasta por procedimento.”
Vazio (filtro)O que não bateu + como voltar“Nenhum paciente com esse filtro. Tente outro termo.”
EsperaGerúndio + reticências“Salvando…”, “Excluindo…”, “Importando cadastros…”

Sim

Sai das 5 fichas que usam este insumo e o custo delas cai.

A consequência escrita no idioma de quem decide: números concretos, efeito concreto.

Não

Tem certeza que deseja excluir este item?

Certeza de quê? Sem objeto e sem consequência, a pergunta só treina o dedo a clicar em “Sim”.

Pontuação e sinais

Detalhes que aparecem em todo lugar e por isso precisam de resposta única.
SinalUso
·Separador de rastro e de metadados: “Cadastros · Pacientes”, “124 agendados · 84%”.
Assinatura da copy dos e-mails. Não usar na UI — vira ruído repetido em toda tela.
Ausência de valor numa célula. Nunca “null”, “-” ou vazio.
Reticências de espera (“Salvando…”) e de placeholder (“Buscar paciente…”).
Faixa: “14:00–14:30”, sem espaços.
“ ”Aspas curvas em citação de texto do usuário.
%Colado no número: “84%”.
R$Com espaço: “R$ 18.420,00”.

E-mail é outro registro

Nos e-mails transacionais a voz é a mesma, mas a forma tem assinatura própria: faixa verde no topo, o losango ◊ como separador e zero travessão no texto. Quem manda pelo Resend herda o padrão; o GoTrue (os e-mails que o Supabase Auth dispara por conta própria) não herda.